sexta-feira

18 - Um picolé, por favor

18 Workshop

Um menino de rua, de 12 anos, entrou numa sorveteria, sentou-se em uma mesa e perguntou para a garçonete que passava:

– Quanto custa um sorvete?
– 3,00 – respondeu a moça.                              
O menino tirou algumas moedas do bolso e começou a contá-las bem devagar para não errar.
Ele havia passado a manhã toda catando latinhas e tinha apurado aquele dinheiro:
– Quanto custa o picolé mais barato?

A essa altura, já havia mais pessoas esperando para serem atendidas, e a garçonete estava perdendo a paciência.
– 2,00 – respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
– Eu vou querer, então, o picolé de 2,00.

Após alguns minutos, a garçonete trouxe o picolé e a conta, colocou-os na mesa e foi atender outros clientes.

O menino terminou o picolé, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou para limpar
a mesa, sentiu uma dor profunda no peito e começou a chorar.
Na mesa, o garoto havia deixado 1,00 todo de moedas.
Ele havia escrito em um guardanapo:
- Esta gorjeta é para a senhora. É pouco, mas é de coração.
             
Com isso, ela percebeu que o menino tinha pedido o picolé mais barato para que sobrasse uma gorjeta para ela. Mesmo ela tendo sido ríspida com o garoto!...Quantas vezes temos a oportunidade de abençoar alguém, sacrificando apenas  uma parte do que temos e não o fazemos?
 Quantas vezes julgamos as pessoas pela aparência, e não pelo seu coração?

Nenhum comentário:

Postar um comentário